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"Congresso Brasileiro de Agribusiness reúne
600 participantes e tem a presença do Governador José Serra"
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O governador do Estado de São Paulo, José Serra, o Secretário de Política Agrícola do Ministério de Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Edílson Guimarães e o presidente da Associação Brasileira de Agribusiness, Carlo Lovatelli, abriram na tarde desta segunda-feira, 27, a sexta edição do Congresso Brasileiro Agribusiness. Com o tema "Brasil, um só Agronegócio", o evento reúne cerca de 600 participantes preocupados com os prejuízos da fragmentação das ações públicas voltadas para o setor. "Existe um só agronegócio, portanto, deveria haver uma só política para o setor hoje egulamentado por quatro ministérios diferentes", apontou o presidente da ABAG, Carlos Lovatelli, já na abertura do Congresso. "O agronegócio não recebe a atenção e valorização compatíveis a um setor que responde por 33% do Produto Interno Bruto brasileiro", queixou-se. Em sua fala, o governador paulista José Serra expressou sua solidariedade à reivindicação embutida no tema proposto pela organização do evento. "Traçar uma dicotomia entre agricultura empresarial e familiar, como se houvesse rivalidade é estabelecer uma visão distorcida. É uma só cadeia, com problemas comuns", destacou o governador que ainda listou gargalos enfrentados pelo setor, defendendo também priorização do agronegócio.. "A agricultura cumpriu o papel de fornecer alimentos e foi principal aliado do país no processo de estabilização da economia", reconheceu José Serra. Na seqüência da cerimônia de abertura, foi apresentada a palestra "Brasil, um só Agronegócio", pelo jornalista e cineasta Arnaldo Jabor, que denunciou a existência de uma crise de ambivalência de gestão. "Alguma correntes de pensamente não marcham paralelamente ao momento histórico que vivemos e isto afeta diretamente a economia brasileira", disse o cineasta. O ex-ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Luiz Fernando Furlan comandou o painel "Investimento em Produção e Comercialização". Ele defendeu incentivos à exportação de produtos com valor agregado. Como exemplo, citou a exportação da soja in natura, que supera, em volume, a de produtos com valor agregado. Para ilustrar o quanto esta prática pode ser prejudicial ao Brasil, o ex-ministro usou a comparação da soja com outros produtos. "Uma lata de foie gras que vale duas toneladas de soja". Ele apresentou ainda um cenário das dificuldades de infra-estrutura no Brasil, com destaque a área de transportes. "Ao contrário do que ocorre no resto do mundo, a rede ferroviária tem diminuído no Braisl. Hoje temos 28 mil km de trilhos, dois mil a menos do que 2005. Daí a importância da inclusão no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), o ferro-anel de São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro", afirmou. O evento terá, amanhã, dois convidados internacionais: o professor da Universidade de Illinois Robert L. Thompson (EUA) e o Diretor da International Food Policy Research Institute (IFPRI), Ashok Gulati (Índia), além de outros painelistas que vão tratar de assuntos como Sustetabilidade e Agroenergia. PROGRAMAÇÃO
Para a cerimônia de abertura e encerramento do congresso, a Abag convidou também os ministros da Agricultura, Pecuária e Abastecimento e do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Reinhold Stephanes e Miguel Jorge e o governador de São Paulo, José Serra. A programação completa do 6º CBA também pode ser acessada diretamente no site da ABAG - www.abag.com.br.
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