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"Biodiesel, Meio Ambiente, Fiscalização e Adequação de Normas são os temas do 6º Workshop de Graxarias"


Mais de 200 pessoas estiveram nesta quinta (22), na abertura da 2ª Feira Nacional de Graxarias e no 6º Workshop de Subprodutos de Origem Animal, realizados pelo Sindicato Nacional dos Coletores e Beneficiadores de Subprodutos de Origem Animal (Sincobesp), com apoio da Embrapa Suínos e Aves e Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), no Hotel Blue Tree Convention do Ibirapuera.

O presidente do Sincobesp, Gustavo Razzo Neto, abriu a cerimônia convidando a cadeia produtiva de graxeiros a participar das palestras, dar sugestões sobre os temas em discussão fazer propostas para as próximas ações do sindicato e montar um plano que será levado ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Em seguida, convidou para compor a mesa, o pesquisador da Embrapa Suínos e Aves, Cláudio Bellaver, representando o presidente da Embrapa, Silvio Crestana; o diretor da Divisão de Insumos do Conselho de Agronegócios da Fiesp, Mário Sergio Cutait, também presidente do Sindirações, representando Paulo Skaf; o consultor do National Renderers Association (Sincobesp americano), Sérgio Nates e o diretor de Desenvolvimento Econômico da Prefeitura de São Caetano do Sul, Ramis Sayar, representando o prefeito José Auricchio Júnior.

Biodiesel e Financiamento das Agroindústrias foram os temas do dia

A primeira palestra, do gerente de Mercado e Soluções Regionais do Banco do Brasil, Airton Tomé Júnior, mostrou as novas ferramentas para financiar o setor agroindustrial, como linhas de crédito, taxas de juros, prazos e especificações de cada programa. Tomé Júnior adiantou que para todos os programas de financiamento os juros devem baixar ainda este semestre e se propôs a receber o presidente do Sincobesp para avaliar linhas de créditos específicas para a cadeia produtiva, que hoje precisa atualizar seu parque industrial, instalar catalizadores para diminuir odores, e não consegue linhas de crédito, prazos e taxas de juros compatíveis com o mercado.

"Precisamos nos adequar a IN-15 que exige que as graxarias usem esterilizadores, mas precisamos de juros mais baixos, prazos mais altos e prazos de carência maior para o pagamento de máquinas. Hoje, aqui em São Paulo, recebemos muita pressão e somos constantemente multados pelos órgãos públicos de fiscalização, por causa dos efluentes e odores que nossas agroindústrias produzem, sem contar de nossa preocupação com a recuperação e reúso da água e precisamos fazer algo urgente", salientou o presidente do Sincobesp.

Já o engenheiro químico da Biopetro I.C. Biodiesel, doutor Linemaier Duarte, explicou as diferenças entre os processos de fabricação de biodiesel (transesterificação e hidroesterificação) e mostrou as vantagens e desvantagens de se obter o produto seja por meio do uso de óleos de soja, milho, palma, pinhão manso ou do sebo de animal, além de falar dos custos de cada processo. Duarte falou ainda do problema do excesso de glicerina no mercado, pós transformaçãos dos óleos em biodiesel e das diferenças entre etanol e metanol.

No final do primeiro dia do 6º Workshop, Gustavo Razzo Neto adiantou que ainda este mês vai para Brasília reunir-se com representantes do Banco do Brasil e pretende montar um plano para o setor em conjunto com a Embrapa, Fiesp, Mapa e demais associações que quiserem juntar-se ao Sincobesp.

Próximos debates

Nesta sexta-feira (23), os debates esquentaram. A primeira palestra, proferida pelo pesquisador da Embrapa Suínos e Aves, Cláudio Bellaver, trouxe a atualização dos conceitos e propostas para a indústria de farinhas e gorduras animais. Bellaver explicou os novos usos de subprodutos de orige animal, com temas como incineração, biogás, biodiesel, compostagem, polímeros plásticos e estratégias futuras para pesquisa e desenvolvimento do setor.

O presidente e diretor técnico da Fats and Proteins Research Foundation e membro da National Renderers Association (Sincobesp americano) mostrou o crescimento no mercado americano do uso de farinhas de peixes e falou da parceria de seu país com Indonésia. "Hoje nos Estados Unidos 95% de todas as espécies de farinhas - bovina, suína, de aves e peixes - são consumidas no mercado interno e somente 5% exportadas, basicamente para o México", disse. Nates tratou ainda de temas como rastreabilidade, sustentabilidade e biossegurança e falou sobre o uso de sebo para produção de biodiesel. "Nos EUA existem mais de 200 usinas que processam este material e muitas são regionais e produzem biodiesel para produzir energia durante o inverno", finalizou.

Agora à tarde, o supervisor de Suprimentos da Grandfood Indústria e Comércio Ltda, Marcos Roberto de Oliveira mostrará como as empresas de petfood enxergam seus fornecedores de matéria-prima de origem animal.

A questão ambiental será tema da última palestra do dia, "Aspectos de Saúde e Meio Ambiente na gestão de resíduos de origem animal ", proferida pelo pesquisador do Centro Universitário do Senac, doutor Eduardo Antonio Licco e também do debate "Conflitos de fiscalização e adequação da IN-15 ", com as participações do coordenador geral do Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Animal da Secretaria de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Jessy Antunes Guimarães e seu assistente técnico Alexander Magalhães Goulart e representando o diretor de Controle de Poluição Ambiental da Cetesb, Otavio Okano, o doutor Hercules Cerullo.


Fonte: Assessoria de Imprensa